domingo, 15 de junho de 2008

Sosaciedade.

" A sociedade deve ser entendida como produzida por ela mesma e não como reflexo, a decorrência de algo que esteja fora dela: Deus ou os valores, a economia ou o mercado."
(Touraine, 1975).

recente.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Pow.cais pal. ha.verás.


O teatro com palavras já não se multiplica em fantasias. O "lado A e B" da comunicação escrita, que se fundem no sentido literal, confundem mentes e estagnam emoções.


Torço pela "dualidade multivariada" em que o alvo pessoal e cronológico possa se estender, subentender e entender com tendência às mais diversas aplicações e frequências de uso (produto).


Então, o usual não se discute - é o cotidiano consumado muito antes do princípio, ou seja, essas previsões tendem ao tédio de modo contínuo e petrificam o "homem-máquina de reprodução/série/cópia - conformunidade' "(interpretar de maneira mista).


Para completar , vou ser matafoutópica': haverá de nascer uma rosa na mais linda pedra - ou tendenciosarealista': haverá de cair uma pedra na mais linda rosa.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Sem previsão de título


O título só se escreve depois de completo o texto. Mas o conteúdo é disperso e inacabado. Nem sempre é válido um título - apenas uma observação.

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Muda-se de tema como liberdade extra-corpórea.

A disposição de enxergar controla e sacia anseios (principalmente quando se trata do trânsito nas ruas e a longa demora no ar quente respirado por, em média, 60 pessoas espremidas) - postes + postes + cartazes ganham performances POP - conjunto de letras maiores evidenciam o caráter promotor da oferta, a procura é eficiente quando se trata de cartomantes, espíritas e videntes. O mercado está no auge para isso, as indústrias de futuro começaram, criticamente, com passos de Idade Média. Na contemporaneidade o futuro premeditado ganha cores e apresenta-se com um visual apelativo às mais diversas "classes" desesperadas. A espera é inimiga da conjunção - com o cartaz Pop a conjunção fica mais rígida e segura - dê um alô para o futuro antes que ele chegue.


Nada aqui foi irônico.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Macabéa por hoje.

Eu pensei em escrever todas aquelas coisas chatas que aparecem quando um turbilhão de água cai em precipício abaixo - assombroso.
Tive medo dos óculos escuros que petrificavam o olhar do rapaz no alto do Edifício Petrópolis - queria fugir daquele tempo que tive que esperar em sua frente. Em meio tempo senti vontade de muita coisa que antes tropeçava em mim mesma. Me senti bem por relembrar Clarice, questão de posse. Aquele arrastar de pesar e se dizer morta esperando renascimento são duas coisas que me remetem ao estático em mim. Quero dizer algo, não escancarar nada - não vale a pena uma queda tão brutal quando o que está em jogo é o silêncio.

" Você é feliz?
Feliz serve pra que?
Você não pensa no futuro não?
Por que você não paga uma cartomante?" (Clarice Lispector - A Hora da Estrela)

domingo, 23 de março de 2008

Com sem.

Ver, estar, ficar, permanecer, entrar em transe, contemplar...Ai, meus infinitivos. Tenho dado muita atenção ao fim (das palavras). Creio não estar contemplando o que não devo, apenas o que posso.
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Meu e-mail já constata a "segunda-feira" nesse exato momento. Eu quero mais tempo e ele me retira. Infinito deveriam ser esses fins de semana prolongados, principalmente quando há constância de rotina. Eu não costumo mudar - nem provocar alterações nas pessoas - talvez isso seja um efeito de baixas concentrações de potássio.
Aproveitei para respirar a cor de um novo ar, ver coisas estupidamente tranquilas, arrecadar "ois" de gente estranha, capturar os pensamentos de pessoas pacatas, acumular abraços da década de 40, estimular a década de 90 a tomar banho de chuva, me entregar ao pecado da gula, satisfazer a saudade e encarar verdades.
Um pouco mais de sol e a chuva vira minha lua.

domingo, 16 de março de 2008

Meu a(gosto).

Comendo uvas para me aproximar, ao certo, nem sei por qual caminho. Jogando se(mentes) - alguns abominam o gerúndio, mas ele me faz bem.

Não sei. Pode ser que nessas estradas longas e sem prazo eu me perca e ache algumas coisinhas amargas, quentes/frias ou coloridas, mas no fundo saborosas. O melhor de tudo é que o gosto real é sentido com os olhos bem fechados, dando espaços vagos para interpretações sutis, enfatizando a solução de continuidade da imaginação e permitindo ausentar-se do lugar real para se encontrar num patamar de introspecção sublime - sentindo o próprio gosto.

Vou continuar ausente, até meu eu cansar de me esperar.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Dias de mar(asmo)ço.




Cheguei cedo na universidade - nada, ninguém, mas ouvia Caetano.

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Acordei e como efeito cascata: lembrei de "Evaporar" , banho, café, saí, sol tinindo e ponto de ônibus - é nesse local que o dia começa...
Demora e espera, preferi andar para um ponto mais distante, assim o tempo passava mais rápido - pensei em pegar um filme mais tarde, pensei em cores excêntricas para um pássaro de estimação, pensei no próximo Natal, pensei na quinta-feira à noite e, por fim, na sexta-feira pela manhã - o tempo é covarde.
Essas coisas de contentamento são relativamente fúteis, por isso insisto em achar que cada dia passado é um cotidiano mal aproveitado - em alguns anos, vou abrir um caminho, plantar batatas, colher cenouras e na casinha mais/menos distante funcionará um cinema.