domingo, 16 de março de 2008

Meu a(gosto).

Comendo uvas para me aproximar, ao certo, nem sei por qual caminho. Jogando se(mentes) - alguns abominam o gerúndio, mas ele me faz bem.

Não sei. Pode ser que nessas estradas longas e sem prazo eu me perca e ache algumas coisinhas amargas, quentes/frias ou coloridas, mas no fundo saborosas. O melhor de tudo é que o gosto real é sentido com os olhos bem fechados, dando espaços vagos para interpretações sutis, enfatizando a solução de continuidade da imaginação e permitindo ausentar-se do lugar real para se encontrar num patamar de introspecção sublime - sentindo o próprio gosto.

Vou continuar ausente, até meu eu cansar de me esperar.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Dias de mar(asmo)ço.




Cheguei cedo na universidade - nada, ninguém, mas ouvia Caetano.

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Acordei e como efeito cascata: lembrei de "Evaporar" , banho, café, saí, sol tinindo e ponto de ônibus - é nesse local que o dia começa...
Demora e espera, preferi andar para um ponto mais distante, assim o tempo passava mais rápido - pensei em pegar um filme mais tarde, pensei em cores excêntricas para um pássaro de estimação, pensei no próximo Natal, pensei na quinta-feira à noite e, por fim, na sexta-feira pela manhã - o tempo é covarde.
Essas coisas de contentamento são relativamente fúteis, por isso insisto em achar que cada dia passado é um cotidiano mal aproveitado - em alguns anos, vou abrir um caminho, plantar batatas, colher cenouras e na casinha mais/menos distante funcionará um cinema.

terça-feira, 11 de março de 2008

Colormida.

Mascando bolacha.
Extrato de maracujá no estômago.
* * *

Até pensei em tomar aqueles antiácidos à base de magnésio, mas me afeta psicologicamente. Eu não nasci para via oral.

Um dia e coisas poucas - logo me dou conta que queria ser sinestésica. Linda mesmo é essa capacidade surreal - sabe, vou ali brincar de ter dom.

(mais uma vez me perdi).

sexta-feira, 7 de março de 2008

AZI.


Fanta geralmente dá AZIA.
Talvez nada além de FantASIA.

sábado, 1 de março de 2008

Éter...


Eu prezo por aqueles formatos que me aparecem na mente à noite quando deito. Não sei explicar essas luzes que ao mesmo tempo que ofuscam, permitem-me um conforto e uma passividade capaz de embalar um sono inocente.
É inerente a mim flutuar em pensamentos distantes...E neste momento, dou uma parte de tudo que me faz constante, e quero um pouco do que é efêmero, fugaz, passageiro...Só quero um ar com cor que dissipe tensões e com um cheiro permissivo de saudade.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Uni-duni-tê o escolhido foi...


Pessoas embaladas trazidas pela cegonha. Coisas de todos os dias. A verdade é que isso é um ciclo contínuo: você vira a marionete e a embalagem pode perder a validade, até por que, depois que tudo se resolve e ela se encontra, o mundo ganha a cor rósea - e você, sendo um tecido de granulação, a cicatrização vai depender muito mais dos agentes físicos do que químicos. Tenha muito cuidado com a fase de proliferação, já que qualquer abrasão mecânica, por mais sutil que seja, pode causar um sangramento doloroso.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

EnCaminhar...


Nem todos sabem potencializar aspectos cotidianos, que não fazem muito sentido, quando a proporção dos atos são insignificantes para muitos - descaso.
Venho me assitido como uma criança que está na frente de um novo brinquedo: ao mesmo tempo que explora, sente medo.
E o que é o novo? O que é a expectativa? A verdade tem limites?
Ah...Perguntas, mas nada que se compare ao sentimento que se se contrói diante da fraqueza do ser humano. A necessidade de carinho, de amor, a cura de uma angústia, alguém para dizer que tudo vai passar, para mostrar um caminho com mais luz, algo que cause um torpor de alegrias, uma cascata de esperança...Tudo isso e muito mais, algumas pessoas não sabem o que é. A incerteza da existência completa acaba em conflitos internos...Não nos damos conta então, que aí surge um indivíduo insatisfeito e sem forças motivadoras para a vida. Isso é triste, mas o grande fato é que somos espectadores passivos de degradação progressiva de personalidades "vítimas de mundo". Eu não quero ser tão passiva, gostaria de fazer do frio de hoje um conforto e um afago (corpo e espírito).
As entrelinhas, hoje, podem ser azuis...